Todos os dias tecnologias estão emergindo e ganhando espaço na vida das pessoas, mas, o que gera real impacto não é tecnologia por si só, mas o valor que ela cria para quem a utiliza. Entendendo que o avanço tecnológico acontece em velocidade muito superior à apropriação das pessoas sobre o uso dessas tecnologias, a Livework apoiou a iniciativa interna dos liveworkers Tamires Trindade e do Brunno Apolônio e lançou o Tech|labs: nosso laboratório de estudos e implementação de tecnologias emergentes por meio da abordagem do Design. 

No dia 1º de junho, no IED SP, aconteceu Service Design Day, evento que reuniu grandes autoridades brasileiras em Design de Serviço para discutir os rumos que a área vem tomando em suas organizações. Tamires Trindade e Brunno Apolonio estiveram entre eles contando um pouco dos estudos e projetos que tem realizado no Techlabs. Entenda um pouco mais do que se trata essa iniciativa…

 

Tecnologias compõem soluções em projetos de Design de Serviço

O mundo é impactado por tecnologias emergentes diariamente e, em meio a tantas transformações, muitos designers sentem receio de entrar neste assunto por acreditar no mito de que, para isso, precisa entender de programação.

É claro que saber programar é um plus, mas o papel do Designer é entender como o volume de informações que a tecnologia fornece sobre as pessoas pode ajudar a projetar serviços melhores para elas e, além disso, saber em que momento determinada tecnologia pode ser trazida para o projeto como parte de uma solução que entrega uma melhor experiência para o cliente. Veja alguns exemplos de tendências e tecnologias emergentes levantados pelo Design in Tech Report que têm impacto o design: 

  1. Inteligência Artificial e Machine Learning
  2. Realidade aumentada
  3. Realidade virtual
  4. Rastreamento e modelagem de comportamento
  5. Impressão 3D
  6. Times remotos e espaço de trabalho virtual
  7. Democratização do design
  8. Design de Algoritmo
  9. Crowdsourcing e Open Source
  10. Reconhecimento Facial e de Voz

 

Tecnologia para alavancar processos

Além do valor que a tecnologia pode trazer para projetos de clientes, precisamos estar atentos a melhorias que podem potencializar nossos próprios processos de Design, potencializando equipes e melhorando a eficiência das entregas.

Um dos projetos nessa linha que pretendemos implementar é repensar o modo como realizamos entrevista em profundidade hoje. Hoje, após gravar o áudio da conversa com o entrevistado, no momento de processamento das informações, é comum dedicarmos cerca de uma semana – dependendo o volume de entrevistas – analisando e clusterizando os post-its para então digitalizá-los encontrando insights relevantes para o projeto. Nosso objetivo é criar uma plataforma que faça esse trabalho por nós utilizando tecnologias que gerem combinações inteligentes e uma infinidade de clusters no prazo de um dia. 

O auxílio da tecnologia para alavancar processos de Design já é uma realidade. No report de Service Design in Public Sector (SDN 2018), foi constatado que “o Big Data traz análises estatísticamente robustas para um entendimento mais claro de ‘O que’ está acontecendo, enquanto que a etnografia nos dá uma rica explicação do ‘Porquê’.” 

 

O Design se adapta ao contexto

No surgimento da disciplina do design, em seu contexto industrial, o objetivo era projetar produtos e serviços em grande escala para atender demandas da população crescente dos centros urbanos. Naquele contexto, o pensamento do design se desenvolvia preocupando-se essencialmente com a forma e a função dos objetos, mais do que com as pessoas que os utilizariam. Era focado em produzir aquilo que fosse desejável pelos usuários e consumidores que tinham como principal objetivo o status-quo do consumo. 

Entendendo que a maneira como as pessoas consumiam mudou com o advento da internet, as necessidades das pessoas que muitas vezes eram orientadas ao luxo ou à posse passaram a ter novas orientações, como a demanda por muito mais transparência por parte das empresas ou a facilidade de acesso a serviços. Só seria possível pensar em soluções desejáveis se nós, designers, envolvêssemos essas pessoas no processo,. Foi assim que emergiu a ideia da abordagem do Design Thinking propondo que, a partir da colaboração, somos capazes de trazer os pontos de vista do negócio e dos usuários, a fim de criar soluções implementáveis e desejáveis, trazendo valor real para as pessoas e colocando-as no centro das soluções que, por fim, gerariam resultados para o negócio.

Hoje, o contexto dessas pessoas continua mudando e além da forma que elas pensam em sua multiplicidade. Considerando a lei de Moore, que se refere a velocidade de evolução das tecnologias e, consequentemente à rapidez dos processos, para que as novas tecnologias sejam de fato relevantes precisamos dar conta de entender  um volume muito maior das pessoas, que precisam ser consideradas no centro de cada uma dos projetos. Soma-se a isso o fato de que o contexto continuará mudando e o tempo que levamos para entendê-lo tende a ficar cada vez mais defasado em relação a velocidade de mudança do próprio contexto.

Nesse sentido, o design precisa se adaptar para projetar pensando em pessoas a partir do entendimento das tecnologias presentes que impactam suas vidas, para que possamos ter um entendimento mais holístico e propostas mais pertinentes para o cenário que estamos vivendo. Por exemplo, como podemos aliar o uso de um grande volume de dados para obter uma noção mais completa e tempestiva de cenário a ser validado diretamente com sessões de colaboração qualitativas?

O desafio do Tech|labs

Enxergando que a habilitação tecnológica abre um leque de oportunidades ainda inexploradas, nosso desafio é incorporar mais tecnologia à aplicação do Design de Serviço de forma colaborativa a fim de potencializar nosso aprendizado e gerar mais valor às nossas entregas para o mercado. Quer saber mais? Você pode baixar a apresentação do Tech|labs no SD Day aqui. Para receber novos insights do Tech|labs, assine nossa newsletter.