Na última semana aconteceu a primeira semana de Design de Serviço do Brasil: a SDWEEK BR’19, que trouxe como proposta discutir as convergências entre Design de Serviço e Experiência do Cliente. O evento contou com 1 dia de palestras e 3 dias de Workshops, e foi realizado pela parceria formada entre a Livework e a Altos Eventos.

O dia de abertura contou com um time de especialistas, consultores e profissionais, tanto de grandes empresas que buscam constante aprimoramento em seus negócios quanto de startups que estão começando a sua jornada. 

O objetivo foi compartilhar como suas organizações têm se dedicado à experiência de seus clientes e qual o papel do Design, tanto na compreensão da experiência quanto na geração de soluções. Isso possibilitou momentos de networking e troca de experiências entre participantes, aprofundando os temas trazidos em pauta.

Quer saber os destaques de cada uma das palestras? Então continue lendo o nosso resumo com aquilo que mais nos chamou atenção.

Em “O Design de Serviço na Natura”, Bárbara Villar reconhece no Bem Estar o maior serviço da companhia

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A Head de UX e Service Design na Natura, Bárbara Villar, enfatizou como as organizações precisam se tornar centradas no ser humano, e evidenciou a importância da descentralização desse mindset.

 “O Design não é uma etapa ou uma área, mas uma cultura que precisa estar instalada em toda organização disse Bárbara

A palestra teve como mensagem-chave o entendimento de que uma organização centrada no ser humano sabe que o processo de design é contínuo, porque as transformações humanas são contínuas.

YVY mostra como experiências significativas podem ser criadas por meio de soluções ambientalmente sustentáveis

Para Marcelo Ebert, fundador da YVY, “A Inovação acontece quando ouvimos o que cliente tem a dizer. O fundador da startup de produtos de limpeza, desenvolveu uma assinatura com kits de cápsula de produtos de limpeza naturais que, além de não serem danosos para a saúde humana, possuem uma embalagem reutilizável para evitar o uso de até ⅔ do plástico presentes nas embalagens tradicionais, que por sua vez não são reutilizáveis. A ideia de vender cápsulas veio depois que Marcelo percebeu que a maior parte do que era transportado pelas empresas logística do segmento era água. 

O modelo por assinatura não foi um acerto de primeira e desde o início da YVY, a startup tem aprendido dia após dia o que era preciso fazer para promover melhores experiências para seus clientes, afinal, segundo Marcelo Ebert, “ninguém acorda num sábado pensando que é um lindo dia para comprar produtos de limpeza“. Foi olhando para os clientes que a YVY entendeu que precisava personalizar as opções de plano.

Bruno Franco contou como a BTFit democratizou a prática de exercícios através da inovação

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O Brasil é um país de população extremamente sedentária. Somente 4% das pessoas frequentam a academia e apenas ¼ faz exercícios físicos. Por mais que a Bodytech quisesse atuar nesse problema, o país também conta com alto número de municípios com poucos habitantes, o que inviabilizaria investimentos na implementação de uma solução de negócios em locais físicos com pouca possibilidade de retorno. Foi ao observar esses dados que Bruno Franco, ex-Chief of Digital Officer da Bodytech, percebeu uma grande oportunidade de negócio.

BTFit é um serviço que disponibiliza, por meio de um aplicativo de celular, treinos personalizados, aulas com personal trainers e outras funcionalidades que eliminam a necessidade de estabelecimentos físicos, possibilitando à marca a romper com antigos limites geográficos. A Bodytech entendeu que o seu negócio não precisava se limitar a academias físicas. Tendo o suporte como Design, desdobrou a experiência das academias em uma solução que viabiliza a realização de exercícios em qualquer lugar, mesmo sem equipamentos.

Seria possível a Tecno-humanização? Andréa de Souza discursa o impacto da tecnologia na vida das pessoas

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O Hospital 9 de Julho possui uma equipe de SAC que visita pacientes diariamente a fim de coletar feedbacks para tornar suas jornadas cada vez melhores. Andréa de Souza, diretora do hospital, contou em detalhes a necessidade de olhar para a jornada de um paciente crônico. Foi assim que o H9J identificou os numerosos casos de pacientes que falecem por caír acidentalmente de suas camas. Visando encontrar uma solução, e por meio de parceria com a Microsoft, a organização entendeu a necessidade de monitoramento destes pacientes, colocando câmeras de captação de movimento dentro dos quartos com alertas para situações que representassem risco de queda.

Com isso, a organização conseguiu prever quando um paciente estava prestes a cair, tornando possível o auxílio de profissionais dedicados para que evitassem a queda, mostrando que inovar com dados é identificar as dores que esses dados podem resolver na vida das pessoas, identificando oportunidades de melhoria e elaborando soluções inteligentes.


Gostou dos conteúdos? Na parte 2 do review do primeiro dia traremos os aprendizados compartilhados por Daniel Annenberg, Nubank e Kerry Bodine.

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