Precisamos falar sobre DesignOps. Ideias, ideias e mais ideias… na parede.
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Tudo bem… não sejamos tão radicais 🙂

Sua empresa pode, de fato, precisar de oxigênio novo correndo por suas veias, mas é mais provável que saber colocar em execução as ideias que já existem pode ser bem mais impactante que gerar novas. E aqui é onde começo (como tanto de nós) a pregar pela execução, execução constante, execução obsessiva!

Sim, eu acredito que a falta de dar sequência às ideias, mesmo que pensemos que não sejam exatamente pérolas da inovação, pode estar sendo uma barreira importante para que o Design de Serviço seja realmente escalável. Muitas ideias, pouca implementação. Nesse sentido, esse artigo está aqui pra jogar uma nova luz numa questão relativamente nova entre os times de produto, desenvolvimento, design, inovação/P&D:

O que acontece depois das minhas sessões de ideação e dos Design Sprints?
Na maior parte das empresas, especialmente as com estrutura mais complexas, iniciativas de ideação rápida como os ‘workshops de design thinking’ ou design sprints têm tido bastante tração nos últimos anos, principalmente porque eles colocam numa mesma sala e por um tempo considerável equipes que de outra forma não o fariam. Também, essas oficinas geram conversas novas sobre problemas antigos e integram times com licença total para solucionar desafios específicos. Alé disso, eles dão às organizações (principalmente aos gestores) a sensação reconfortante de estar na direção certa…

No entanto, já que esse tipo de ação não expõe as empresas a virtualmente nenhum risco, raramente vão junto a um processo que encaminha as ideias geradas para testes o até para o mercado, muito menos encontra uma cultura orientada ao usuário necessária em primeiro lugar, esses workshops tendem a ter muito pouco efeito de longo prazo em termos de inovação.

A profusão desses workshops e sprints que há, enquanto ajudam a criar uma conversa em torno do mindset de design, os times que os fazem acabam por se sentir quase sempre frustrados quando vêem que seu trabalho raramente vê a luz do dia.

As organizações podem realmente estar comprometidas com inovação mas, o processo, os recursos e, mais importante, a cultura não estão lá para permitir execução real.
Mas, vamos lá… como exercício, vamos supor que você, enquanto um ‘catalista’ de inovação em uma determinada empresa, foi capaz de reunir todos os recursos (humanos, financeiros, credibilidade, etc), as competências, o timing e a cultura de empatia e colaboração necessárias pra rodar um processo de design completo. Mais ainda, você conseguiu que as equipes entregassem uma solução pronta pra ser implementada, ainda assim fica a questão: Será que vai ser possível recriar essa ‘tempestade perfeita’ de fatores pra colocar em prática essas ideias de forma contínua e sistemática, ao longo de tempo?

E aqui é que a discussão sobre DesignOps se apresenta.

DesignOps: não é o o mesmo que Design Systems ou Design Management.
Ter múltiplos times que têm uma ‘linguagem’ comum de design, trabalhando com consistência entre si, é uma premissa importante, DesignOps é mais amplo do que se ter um design system. Também não é sobre gerenciar o funcionamento interno dos times de design.

O fluxo abaixo ilustra o caminho que uma certa solução (ou qualquer outra peça de design) chega à implementação, na maioria das organizações que tem o design participando ativamente em seus processos, desde a definição das estratégias de design de alto nível até o desenvolvimento de produtos. Após isso, a operação assume aimplementação e sustenta sua operação, seguindo estruturas específicas de cada empresa.


Diferentemente de design management e design systems que, respectivamente, procuram integrar design na gestão corporativa e sistematizar o trabalho dos times de desing, DesignOps, por um outro lado, é sobre a interface entre designers, desenvolvdores, POs para entregar uma experiência do usuário fantástica.


Neste sentido, DesignOps surge como uma prática crucial para colocar no lugar as ferramentas, o ambiente as técnicas de gestão de equipes, para permtir que aconteça (sempre) todos estas passagens de bastão, time por time, para fazer de novas ideias uma realidade, com mais agilidade, menos ruído (dos conceitos originais) e mais integração.

DesignOps não é um novo departamento, é uma cultura nutrida por processos ferramentas e competências. Ele coloca o design não mais como mais um passo no caminho, mas como um ritual de handovers e feedback entre as equipes e o mercado. Evidencia, ainda, a necesisdade de ser uma estratégia de design e alguém empoderado e responsabilizado pela curadoria do Design na C-Suite, junto aos áreas de negócio e cuidado de como o design (e a inovação) é trabalhado pelos demais teims ao longo do caminho.
Dito isso, é justo dizer que DesignOps tem o potencial de mudar o jogo do “Design Thinking”, colocando em perspectiva que o design para negócios e muot mais do que ideação e design sprints.

Tem algum comentário sobre isso? Registra seus peonsamentos aqui em baixo e vamos continuar essa conversa! 🙂

((Artigo inspirado pelas conversas com os grandes Luis Alt e Doug Cavendish.))

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